O historiador nos arquivos

   A primeira mesa do seminário A Pesquisa em Arquivos, composta por Paulo Knauss, Rodrigo Patto Sá Motta, Jean-Pierre Bertin-Maghit e mediada por Anita Leandro, trouxe ao público do Centro Cultural Justiça Federal questões relevantes acerca do tema “O Historiador nos Arquivos”, na noite de ontem. Os arquivos, que hoje estão presentes em diversas áreas de pesquisa, tem uma ampla importância não somente no trabalho dos historiadores, mas também no campo do cinema ̶ ficcional e documental ̶ e das artes plásticas.
  Intitulada “Arquivos da repressão e resistência: entre história e memória”, a apresentação de Paulo Knauss, professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense e diretor-geral do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, expôs a importância da luta pelo acesso aos documentos produzidos durante a ditadura militar brasileira, uma vez que houve uma produção documental massiva durante esse período. Ainda sobre esse tema, Knauss debateu sobre o uso contemporâneo dos arquivos de época e também sobre a migração dos documentos para outros contextos narrativos.

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 Paulo Knauss (UFF)
    O professor do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais, Rodrigo Patto Sá Motta, buscou em sua fala discutir os desafios e perspectivas da pesquisa em arquivos das agências de repressão. A trajetória de abertura desses arquivos, os dilemas do pesquisador e o processo de criação de leis foram pontos da sua apresentação, que trouxe a reflexão sobre a atuação das agências repressivas.

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  Rodrigo Patto Sá Motta (UFMG)
   Por fim, o professor de cinema da Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 Jean-Pierre Bertin-Maghit apresentou questões referentes a filmes produzidos por soldados franceses durante a guerra da Argélia. Denominado por Bertin-Maghit de “cartas-filmadas”, os filmes produzidos eram semelhantes a cartas endereçadas às famílias dos soldados, já que estas eram as destinatárias dos rolos, e contavam fragmentos da estada desses “cineastas amadores” na guerra.
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Jean-Pierre Bertin-Maghit (Paris 3)
O primeiro dia do seminário contou também com debate entre palestrantes e plateia, buscando unir os temas apresentados anteriormente e entender a questão do arquivo como lugar de construção de memória.
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Anita Leandro (UFRJ)
Por Eduarda Kuhnert. Imagens de André Telles. 
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