Olney São Paulo e Luiz Alberto Sanz

  O segundo dia da mostra de filmes, que ocorreu ontem, dia 13 de setembro, contou com a exibição de cinco filmes, divididos em dois programas. O primeiro, de Luiz Alberto Sanz, com os documentários “Não é hora de chorar”, “Gregório Bezerra” e “Quando chegar o momento (Dôra)”; o segundo programa contou com películas sobre o cineasta Olney São Paulo: “Sinais de cinza”, de Henrique Dantas, e “Manhã Cinzenta”, de Olney São Paulo. Após a exibição de cada programa foram realizados debates sobre os filmes exibidos.
  O primeiro programa, de Luiz Alberto Sanz, contou com filmes que o cineasta realizou no exílio. “Não é hora de chorar” foi feito no Chile e conta o testemunho de seus companheiros também exilados. Já no filme “Gregório Bezerra”, realizado na Suécia, o protagonista fala da tortura sofrida no Brasil e nomeia seus carrascos. Por fim, “Quando chegar o momento (Dôra)”, também feito na Suécia, trata do suicídio de Maria Auxiliadora Lara Barcellos, ocorrido no exílio, e conta a realidade dos exilados políticos na Europa.
 Após a exibição dos filmes, o cineasta Luiz Alberto Sanz e o escritor Reynaldo Guarany participaram de um debate acerca dos documentários, com a mediação de Anita Leandro. Luiz comentou sobre o processo de criação, do processo de sofrimento culminado da produção e da recepção do público europeu aos seus filmes. Guarany falou sobre o suicídio de Dôra, e fez uma análise sobre a sociedade brasileira e o marxismo.
  No segundo programa, dedicado à Olney São Paulo, ocorreu a exibição do documentário de Henrique Dantas, “Sinais de Cinza”, que conta a história de Olney e do que ele sofreu durante a ditadura militar, e do filme “Manhã Cinzenta”, do próprio Olney, ficção sobre dois jovens torturados na prisão.
  O debate acerca desses filmes contou com a presença de Henrique Dantas e José Carlos Avellar, com mediação de Patrícia Machado. Henrique falou sobre o descaso com Olney e sua obra, do estado de conservação dos filmes e da dor da família do cineasta. José Carlos Avellar descreveu a sua convivência com Olney, a filmagem de “Manhã Cinzenta” e a importância da Cinemateca na época.
  Hoje, dia 14 de setembro, ocorre novamente o programa Luiz Alberto Sanz, com a apresentação dos mesmos filmes e, logo após, o debate com Luiz Sanz e Reinaldo Guarany.
Por Pedro Vasconcellos.
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